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Retratos de Mim

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A Blogger

15
Nov17

Casar ou nao, heis a questao?


A Ribatejana

 

 

O casamentoResultado de imagem para casamento

O casamento é para mim um simples faz de conta, não falo dos laços de paixão que unem dois seres que se amam, mas sim daquela festividade toda que se forma em torno da cerimónia em si. Por um dia os noivos são tratados e venerados como deuses, os lisonjeos multiplicam-se, não há noivas, nem noivos feios, e se os há todos fingem que não. “Estás tao linda, que lindo vestido e o bouquet então é fabuloso” que noivo tao jeitoso, vai com certeza dar um bom marido, é um ótimo rapaz”. A hora da missa é uma “seca” deprime-me imenso, não tenho paciência para ouvir o blablabla do padre, e outrora detestava aquela parte em que a futura noiva jurava obediência ao marido, como se de facto este lhe fosse superior. Hoje em dia os casamentos duram pouco, a taxa divórcios é elevadíssima, e porque será? As senhoras antigas dizem que a culpa é das meninas, que não sabem acatar mansamente o seu papel de dona de casa, que não compreendem que como mulheres lhes está destinado tratar não só dos filhos, mas também dos maridos, sim, dos maridos! É que estes apesar de estarmos no século XXI continuam a pensar que à mulher cabe o dever serviçal de tratar deles como se fossem bebés, haja paciência meus senhores, no casamento as tarefas são divididas, e não venham com a conversa que passar a ferro não é “macho” ou que não fazem porque não têm jeito, se não sabem fazer aprendam, ponto final. Depois existem outros fatores que fazem com que as atenções se voltem para outras pessoas, e se antigamente o homem não era mal visto se tivesse uma amante fora do casamento, aliás, muitos eram os senhores abastados que tinham affaires com as suas criadas, hoje em dia as moças casadas não ficam recatadamente em casa enquanto os maridos “pulam a cerca” se eles as enganam, elas não se ficam atrás, o mundo moderno está cheio de oportunidades para cair em tentação, e, as redes sociais vieram contribuir e muito para o fim das relações. Hoje salta-se de galho em galho, ou melhor dizendo, de casamento em casamento com uma enorme facilidade, assim sendo e se estão de facto apaixonados, não se casem, juntem-se, vai dar exatamente ao mesmo e a carteira agradece

06
Ago17

A Fé


A Ribatejana

 


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Esta semana decorre a Festa da Nossa Senhora da Paz na minha terra, esta semana compre-se uma vez mais uma procissão que não julgara tão importante na minha vida antes do cancro, contudo ontem dei por mim a agradecer baixinho a Deus, por me proporcionar esta nova oportunidade de vida, uma vida nova, onde velhos hábitos morreram em mim, enquanto outros desabrocham diariamente plenos de uma existência que até agora desconhecia, ontem pela primeira vez em muitos anos olhei de frente para aquela imagem, enquanto a emoção me consumia e me apertava a garganta, numa ânsia de choro reprimido, desejei esvaziar a alma de todo um sofrimento ainda recente em mim, desejei deixar correr livremente lágrimas quentes de uma dor que jamais morrerá, mas não o fiz, consegui manter-me quietamente absorvida num agradecimento sem fim. Obrigada Minha Nossa Senhora da Paz por esta vida nova

27
Jul17

Salpicos de mar


A Ribatejana

 Este verão foi de facto um dos melhores que tive até hoje, este verão enterrei os pés na areia da praia desejando confundir-me com aquela paisagem marítima, quis ser sol, quis ser água, quis ser gaivota num céu pleno e livre, fechei por vezes olhos com todos  os meus sentidos alertas, ouvi o murmurar do vento sobre as ondas, enchi as narinas de maresia matutina, banhei o meu corpo ainda lembrado das torturas recentes, naquelas águas ondulantes e frescas, e sobretudo agradeci a Deus por poder estar ali, poder cumprir aquele sonho de voltar a reviver plenamente a vida. Nós seres humanos nao sabemos o quando somos felizes , o quanto a saúde é uma bênção, até que esta nos falte, nós seres humanos nao temos consciência da nossa mortalidade, até que a doença nos tente roubar a vida, por isso hoje sinto-me renascida, por isso hoje decidi separar-me de uma vida, que nao mora mais em mim.

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10
Jun17

Com a Alma na Voz


A Ribatejana

Hoje mais uma vez, quero falar da minha sobrinha Daniela, aquela que só me tem dado alegrias nos seus jovens anos de vida. A Daniela sempre foi uma miúda com uma alma maior, desde tenra idade viveu desafios emocionais, que a poderiam ter tornado numa jovem menos segura. Na escola sempre foi daquelas alunas que todos os professores desejam ter, e não falo assim porque sou tia dela, mas sim porque a saudade que vai deixando no coração dos docentes que a conheceram, é falada por muitos. A minha sobrinha onde quer que vá, distribue olhares doces e sorrisos encantados. Hoje a Daniela está à beira dos seus 16 anos, o tempo que passou transformou-a numa jovem segura de si mesma, uma menina mulher, que ultrapassa barreiras e injustiças com a leveza na alma, nunca guardar rancores, nem dissabores, nem alimenta maldades, pois no seu coração apenas existe lugar para a bondade. A Daniela é uma jovem multifacetada que nasceu com uma alma de artista, na dança encontrou uma forma de elevar movimentos e transforma-los em arte, no canto vai encantando quem a ouve, e chega ao coração de todos, tem na voz a melodia de uma Mireille Mathieu, de uma Céline Dion,  ou ainda de uma Dulce Pontes, o seu dom musical permite-lhe cantar em várias línguas com a mesma intensidade e facilidade. Hoje é ainda uma menina mulher com os olhos postos num horizonte de possibilidades, talvez não venha a seguir uma vida artística, pois esta está repleto de espinhos e obstáculos, mas terá sempre em mim uma fã incontornável. Tu és única miúda!

 

08
Jun17

A Consciência


A Ribatejana

 

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A consciência é inata ao ser humano, é um sentimento que nasce connosco e nos vai acompanhar ao longo da vida, ter consciência significa saber agir da melhor forma possível, não só para com os outros, mas também para nós próprios, existe uma frase comum que alega, que nada é melhor na vida do que uma consciência tranquila, nada é mais importante do que vivermos plenamente os pequenos sabores das conquistas, sem recorrer a atropelamentos, ou farsas. A humanidade vive ultrapassando os seus semelhantes, recorrendo por vezes a pequenos atos de corrupção pouco bonitos, e tudo para se saírem melhor do que os outros, contudo e no fundo, o que importa mesmo, é saberem que por fora cheiram a vitória, mas que uma consciência pesada lhes irá encher a alma de negativismo e  envenenar-lhes o coração. O melhor da vida está em sabermos ser nós mesmos, em gostarmos daquilo que o espelho nos mostra, e em nos aceitarmos como somos.

05
Jun17

A corrupção


A Ribatejana

 

 

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Vivemos num mundo onde ter um padrinho é meio caminho andado para se ter sucesso na vida, senão vejamos! Muitos são aqueles que não obstante à sua destreza manual ou inteligência, não conseguem atingir os planos que traçaram para o futuro, enquanto isto, outros parecem nascer com o bónus do euromilhoes. Hoje em dia ter um papá conhecido, ou um amigo influente é muito mais rentável do que  ter obtido a melhor média numa qualquer licenciatura, sem cunhas não se vai muito longe, assim sendo estudar sim, mas apenas quando esses estudos são direcionados para um emprego, que sabemos estar ali à nossa espera "vai estudar filho que depois ocupas o meu lugar "Vá estudar menino, pois assim poderei oferecer-lhe um emprego bem remunerado". Desenganem-se os que acreditam que na vida se sobe à custa de um trabalho árduo, pois trabalhar duro é para gente "burra" os "espertalhões" não precisam disso para nada, basta-lhes saber enganar o próximo, ter algum sangue azul, ou ainda  abraçar sem medos a corrupção, e o maior problema  é que a cunha está de tal forma entranhada na nossa sociedade, que a acatamos como algo normal, é o filho do político que segue desde tenra idade a vida partidária, e que tal ator irá um dia  ganhar as eleições, mesmo que não perceba grande coisa de leis, é a filha daquela atriz, que até nem sabe representar, mas que segue as pisadas da mãe, porque esta faz questão que assim seja, é aquele jovem cantor, que de cantor nada tem, mas como o pai fez carreira musical, ele decide que esta é de facto a forma mais fácil de se viver, enfim! São as "trafulhices" que os homens arranjam para se safarem  na vida, independentemente de pisarem e enganarem os seus semelhantes. Assim é a humanidade!

02
Jun17

Obrigada por estarem aqui


A Ribatejana

 

 

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De há uns tempos para cá, sinto que o mundo conspira contra mim, é a saúde que falta, é a profissão que não vem, são os acidentes que matam em mim a alegria de ser e de sentir, é o pesadelo de uma vida feita de histórias tristes que me atormentam sem cessar. Busco em mim a vontade de continuar a sorrir, quero acreditar que tudo possa melhorar, mas a mente parece querer declinar, o medo e a loucura tomam por vezes conta de mim, são tormentos a mais. Todo o mal que pode acontecer a um ser humano já passou por mim, de tal forma que me questiono sobre o que poderei ter feito para passar por tanto, mas depois olho ao meu redor e vejo que apesar de tudo tenho muito a agradecer. Agradeço por ter a meu lado pais que me apoiam incondicionalmente, por ter uma irmã que está sempre perto de mim quando a dor aperta e o medo acontece, agradeço aos familiares que me abraçam quando me sinto naufragar em mares de agonia, agradeço pelas amizades antigas, que me dão animo para avançar na estrada tortuosa da minha vida, e  agradeço ainda  pelas amizades novas, que cúmplices na bondade tudo fazem para me salvar,  pois graças a vós todos continuo a ter garra para lutar. Obrigada!

29
Mai17

Sem Sentido


A Ribatejana

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Temos momentos na vida em que esta nos surge sem sentido de ser, os dias passam incessantes num tom igual de cinza, a rotina desgastante engrandece a monotonia, nao percebemos muito bem o que fazer da nossa existência. Questionamos o porquê de estarmos aqui , à nossa volta tudo permanece inalterável, sempre os mesmos rostos, os mesmos objetos, os mesmos lugares. Rodopiamos nas mesmas voltas de sempre, chega a segunda, segue-se a terça, vem  o fim de semana, mas nao existem mudanças, nada sobressai nos dias que correm, nada nos trás verdadeiras alegrias. A verdade é que buscamos o incomum porque este nos pode trazer novidades, que embora nem sempre sejam as esperadas, trazem com elas uma diferença que nos aparecem mais vivas, mais coloridas, preenchendo a realidade de novos tons. Mas por outro lado olhamos para trás, revivemos um passado vestido de negro , comparamos com o hoje e percebemos que no de fim contas temos algo a agradecer, a realidade nao é perfeita, aliás, nós seres humanos teimamos em procurar a felicidade absoluta, tudo o que permanece igual fica sem sentido, mas se olharmos bem acabaremos por perceber, que perante mudanças cruéis  a rotina diária pode ser um ideal de vida 

25
Mai17

O Dia da Espiga


A Ribatejana

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Sou de um tempo em que se celebrava o dia da espiga de uma formal especial. Recordo-me de uma época, em que todos os anos na quinta-feira da ascensão, minha irmã, minha prima, algumas amigas e eu , nos levantamos cedinho, enchíamos as nossos mochilas com frituras, pizzas frias e frutas, e, pegando nas nossas bykes voávamos rumo a aldeia de Santo Estêvão, que tinha e ainda tem por costume, fazer procissões e festas, só que naquela época dourada não existiam vedações nos campos floridos, o que nos permitia saborear plenamente um dia que se avizinhava lindo e com o qual  a natureza primaveril conspirava. Lembro-me de passar por caminhos planos e calmos, nos quais apenas ouvíamos o ruído das rodas das bicicletas junto ao alcatrão, enquanto isto, viajávamos ao sabor de uma brisa matinal, que nos cercava com cheiros de malmequeres e papoulas silvestres, de quando a quando durante a nossa aventura, cruzávamos alguns bovinos matutinos, que nos contemplavam desconfiados enquanto faziam o seu banquete de relva fresca e sadia, nessa altura as nossas pernas musculadas pela juventude, ganhavam forças para pedalar dali para fora rapidamente, não fosse uma daquelas feras negras decidir investir na nossa direção. Ao fim de mais ou menos uma horita, chegávamos finalmente a São Brás, em toda a parte reinava o silencio, era cedo ainda, algumas tendas isoladas em grupos, demonstravam que outros jovens tinham por ali pernoitado, iniciando a sua própria festa de brasas noturnas, churrascos  e algum álcool, prontamente ainda me lembro, que numa dessas nossas aventuras a São Brás, a minha prima pegou no rádio cassete que trazia  e ligou-o bem alto ao som de uma música dos Da Vindci, os conquistadores, canção  que não tinha naquele ano ganho a eurovisao, mas  havia conquistado totalmente os nossos corações, víamos então imergir de muitas tendas, rostos muito mal dispostos por estarem a ser incomodados aquela hora de manha. Mas a parte mais alegre daquele dia, era sem dúvida a busca  ansiosa que fazíamos para encontrar o melhor sobreiro , aquele que nos traria a  mais perfeita sombra, e,  que nos facultaria todas  as certezas de um dia de pique-nique e de festa bem passado. Perto do meio dia já havíamos nós feito a passeata a pé até à aldeia, e explorado os campos repletos de vidas novas que a cercavam, de vez em quando um jovem melro, ou pintassilgo decidia brindarmos com uma melodia que cheirava a vida e a alegria, e como era bom ouvi-los cantarolar enquanto nos debruçávamos sobre as flores, que iam complementando o nosso bouquet do dia da espiga, após completarmos o nosso ramo regressávamos então plenamente felizes ao nosso sobreiro, abríamos a nossa toalha de pique-nique, dispúnhamos alegremente os nosso manjares sobre ela, e comíamos de forma descontraída  as nossas delicias frias, recordo-me ainda que após este nosso almoço improvisado, degustávamos jovialmente algumas cerejas frescas e suculentas, que escorriam docemente nas nossas gargantas.

Da parte da tarde dava-se então a procissão, escutavam-se chamamentos de foguetes e músicas de bandas filarmónicas, saiam a Santa para fora da pequena igreja, e juntamente com os festeiros assistia-se a passagem da jovem juíza da festa e das suas pequenas aias. Após a procissão iniciava-se então um baile, que era feito na época por grupos amadores, os quais encantavam as gentes de Benavente, que ali tinham acorrido como nós, para passar o dia da Quinta-Feira da Ascensão, e  era tão bom  vê-los dançar, rodopiar e viver plenamente aquele dia, como se ele não voltasse mais, e de facto não voltou, pois poucos anos mais tarde, foram construidas vedações nos campos que cercavam a Aldeia de Santa Estêvão, a população de Benavente deixou então de acorrer como outrora àquela festa popular, e o dia da espiga perdeu muito do seu encanto, hoje resta-me recordar...

 

 

 

 

 

21
Mai17

A Mulher Comum


A Ribatejana

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Lembro-me de uma jovem que ansiava ser amada, recordo-me das suas inseguranças amorosas, de acreditar que não era bonita o suficiente, que era magra demais, que tinha um nariz era muito longo, que os seios não cresciam. Recordo-me de a ver deslizar o olhar, para as moças que eram vistas como as top girls da escola, com as suas roupas arrojadas, os seus corpos voluptuosos e os seus ares vanguardistas, lembro-me que os rapazes esvoaçavam ao redor delas, tais borboletas atraídas pelas flores, As top girls tinham na época nomes distintos, consoante os grupos a que pertenciam, eram as vanguardas, sempre de negro vestido e roupas espampanantes, eram as queques, com  roupinhas da moda e penteados perfeitinhos, e depois vinham todas as outras, as normais, as comuns, as que passavam despercebidas entre os corredores ruidosos da escola. Os anos passaram, as jovens mudaram, cresceram e viraram mulheres,  hoje as vanguardas já nao intrigam ninguém, vivem como todas numa labuta diária, com filhos crescidos e maridos barrigudos, as queques continuam queques, mais sem a beleza de outrora, pois a pele perdeu o seu brilho, e com ela foi-se a segurança de uma beleza que se julgava eterna, quanto às comuns, ai as comuns! Essas sim sofreram transformações felizes , pois são hoje mulheres seguras, mulheres guerreiras, a quem pouco importa estar na moda, ou ter penteados bonitos, desde que se sintam bem com elas próprias, desde que os filhos reflitam alegria e os maridos as amem  pelo que sao.Viva a mulher comum! 

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