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Retratos de Mim

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A Blogger

29
Abr17

Brincadeiras de Infância


A Ribatejana

Hoje senti saudades da minha infância, daquele tempo em que saltava à corda, sem parar e sem cansar. Hoje recordei-me do jogo do elástico, com a minha irmã, com as minhas amigas, lembro-me de saltar horas e horas a fio , sempre mais alto, até uma de nos ganhar. Hoje recordei o jogo da macaca, a marelle por terras de França, quando tinha os bolsos plenos de pontinhas de giz, que a professora deixava cair na sala de aulas, quando aproveitava os dias soalheiros, para desenhar geometricamente aquela brincadeira mágica, que me lançava ao pé coxinho pelas estradas da felicidade. Hoje revivi a brincadeira dos berlindes, aqueles bolinhas coloridas, que sabiamente ganhava, e como era bom contempla-las, as de cores simples com um valor simbólico, as plenas e unicolor valendo dez pontos, e aquelas ainda, que grandes e pesadas, eram tão cobiçadas. Hoje recuei até aqueles meses de Novembro já frios e chuvosos, quando a minha irmã e eu, enchíamos os bolsos de castanhas selvagens, para as podermos lançar depois do quinto andar, aos miúdos maus que por vezes nos  molestavam na escola. Hoje daria tudo para reviver todos estes momentos, mas a infância é uma só, por isso hoje... resta-me somente fechar os olhos e sonhar.

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28
Abr17

Num País de Doutores e Engenheiros


A Ribatejana

Vivemos num país onde o Senhor Doutor, ou o Senhor Engenheiro continua na moda, a verdade é que muitos anos se passaram desde o 25 de Abril, mas o povo continua de certa forma a viver num estado feudal onde os Senhores imperam, onde velhos costumes prevalencem. Acredito que todos nós temos o nosso valor, independentemente de ter mais ou menos estudos, pois dependemos uns dos outros para sobreviver. Onde estaria o Senhor Doutor, se não fossem os seus doentes? Onde estaria o Senhor Engenheiro se os demais não precisassem dele? É de facto gritante a diferença abismal, que estás profissões ainda tentam colocar entre os demais mortais, considero verdadeiramente aberrante, que conversem connosco utilizando a gíria da profissão, como se fossemos obrigados a entende-los,e,  perdoem-me aqueles que não se identificam com o que escrevo, mas é vergonhoso ser por vezes atendida por médicos, que do alto do seu estatuto proferem palavras, que não tenho a obrigação de saber, no entanto confesso, que a culpa não é somente deles, mas sim nossa, povo submisso e serviçal, que continua prostrado perante estas atitudes. É tempo de mudanças, vamos acordar!Resultado de imagem para justiça

28
Abr17

Tempestade de amor


A Ribatejana

 

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Um mar azul

Corais cintilantes

Um céu de amores

Olhares brilhantes

 

A areia fina

Os corpos nus

Paixoes ardentes

Que na noite luz

 

Olhares felizes

Na noite escura

observam contornos

de amor e loucura

 

Chega a tempestade

Tumulto de sentimentos

Ondas crescentes

Gritam momentos

 

O vento sossega

A brisa sussura

almas em paz

partilham ternuras

 

 

 

 

 

 

 

27
Abr17

O Medo


A Ribatejana

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O medo é um sentimento inerente a todos os seres vivos, o medo habita em nós, porque o desconhecido aparece-nos como um buraco negro, onde todos os pesadelos podem morar, o medo tem muitos rostos, o da doença, quando nos sabemos atingidos por ela, o do receio quando estamos perante a eminencia da dor, ou o da tristeza quando sabemos que podemos perder algo, ou alguém que nos é querido, mas o maior medo de todos, é sem dúvida o da morte, esta complexa transformação de um corpo, em que supostamente uma alma existe, mas será que temos alma? Não sabemos, não existem respostas, a ciência diz que não, o fé quer acreditar que sim, pois  o vazio, o nada,  é o que mais nos apavora. Ricos são aqueles, que acreditam que existe uma segunda chance, que para além da vida, outra vida virá, que esta será bela, sem dor, sem sofrimentos ou remorsos, quantos aos céticos, apenas lhes restam viver plenamente esta vida,e,  tentar ser o mais feliz possível, nas plenitude dos pequenos momentos de prazer, que a vida vai oferecendo.

26
Abr17

Os Meus Bichanos


A Ribatejana

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Sempre adorei animais, mas na minha infância apenas me lembro de ter um peixe de vez em quando, que morria subitamente de ataque cardíaco  noturno, vim a saber mais tarde, que alguém em casa se sentia incomodado com o glup! glup! que o bicharoco fazia ao respirar, e alguma coisa lhe  fazia,  porque na manhã seguinte encontrava um peixito de barriga para o ar. Para além de peixes tive também um casalito de tartarugas, que trouxe para Portugal no início dos anos oitenta, quando retornamos ao país. Os bichos cresceram e cresceram e cresceram, de tal modo, que passaram do aquário para um alguidar pequeno, e depois  para outro bem maior,  isto quando há 17 anos vim morar para a quinta, contudo  numa  feia tarde de vendaval, o casal cansando-se da antiga moradia, fez as malas e cheios de coragem aproveitaram a água da chuva, para fugiram para a liberdade. Um ano depois ficaria de facto surpreendida, ao ouvir uma conversa na vivenda ao lado, pois tinham encontrado debaixo da terra, duas tartarugas de água, as quais estavam a fazer as delícias do menino que por lá morava, decidi então calar-me, sobretudo, quando soube que os bichos inham sido colocados num pequeno lago. 

Hoje em dia tenho quatro cães, um gato e várias aves, mas são sobretudo a Betty a minha podenga despenteada e o franz, diminutivo de franzino, por ter nascido pequeno e magrinho, que me prendem mais a atenção, pela meiguice e pela que  inteligência que refletem no olhar, hoje sinto-me feliz rodeada por todos estes animais, por saber que dependem de mim, não só porque lhes dou  alimento , mas também porque lhes encho a alma de ternura. 

26
Abr17

Os Quarentões do ponto de vista feminino


A Ribatejana

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Os quarentões são aquela faixa etário de homens, que acordam um dia com o desejo súbito de comprovar que ainda podem agradar, que ainda conseguem conquistar miúdas jovens e giras. Os quarentões vestem-se usualmente de forma causal, calças à maneira e tal, gel no cabelo, aqueles que ainda o têm, e sorriso maroto nos lábios, usam normalmente  óculos escuros para esconder as rugas, mas  não pintam o cabelo, porque como diz o ditado popular" cabelo grisalho dá charme" estão a ver o George Clooney? Os quarentões preferem que os filhos os chamem de tio, porque cair em risco de passar por pai junto de uma miúda nova , sobretudo quando as crias estão com mais de quatorze anos. não é algo para se gabar. Os quarentões dedicam-se a hobbies que lhes permitem ficar com uma barriga lisa, de meter invejo aos mais novos, e fazem eles muito bem! Contudo muitos quarentões, caiem hoje na palermice de se enamorarem por mulheres  com metade da sua idade, Ah! O elixir da juventude, mas depois as coisas nem sempre correm bem.

E agora acredito, que este meu post vá fazer com que muitos senhores fiquem um pouco zangados comigo, mas quanto a isso nada a fazer

25
Abr17

Porque amo os meus sobrinhos


A Ribatejana

 

Os meus sobrinhos são o arco íris da minha vida

Os meus sobrinhos são  feitos de nuvens de algodão, de chuva em dias de verão, de pura inocência num mundo sem perdão.

Os meus sobrinhos têm risos cintilantes, cheiram a vida e à continuação.

Os meus sobrinhos são tudo o que mais importa, neles busquei a seiva que me curou o corpo, e me alimenta o coração

Os meus sobrinhos são uma luz, num mundo onde reina a injustiça, onde vive a confusão

Obrigada por existirem na minha vidaResultado de imagem para sonhos

 

 

25
Abr17

Sobre a Liberdade


A Ribatejana

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Hoje comemora-se o dia 25 de Abril, o dia da liberdade, mas não é sobre este dia que vou falar, vou antes pronunciar-me sobre o significado de palavra em si.

Liberdade, liberdade é respeitar as opiniões contrárias independentemente delas nos parecerem obstrutivas.

Liberdade é não tentar impor pela força,  regras que nos parecem certas, só porque são nossas.

Liberdade é não entrar em conflito com os outros, ao tenta-los obrigar a acatar as nossas verdades.

Liberdade é não brigar pelo poder, seja ele de esquerda ou de direita.

Todo o atentado à libertadade de expressão vira uma Ditadura, independentemente do partido.

Toda a imposição pelo força, de regras que para nós são certas, deve ser condenada.

 

24
Abr17

Amor próprio


A Ribatejana

O que é o amor próprio? Para mim o amor próprio é o sal da vida, pois sem ele jamais seremos felizes, vejamos então, podemos ter tudo o que queremos, riquezas, saúde, sorte, mas se não nos amarmos de que valem? Quantas e quantas vezes ao longo da minha vida, senti que tinham ciumes, não do que tinha, pois honestamente nunca tive muito, mas do que era, existem pessoas e perdoem-me a honestidade, que vivem descontentes com tudo o que possuem, e porquê? Porque não se amam, porque o que os outros são, é tudo o que importa, assim sendo deixo aqui um conselho, ama-te muito! Mima-te mais, mas nunca deixes ninguém dizer-te que és pior, menos bonito, ou pouco inteligente, pois são as nossas diferenças que nos tornam todos tão únicos, mas igualmente especiais.

Ama-te hoje como se não houvesse amanha!Resultado de imagem para primavera

24
Abr17

Sou filha da emigração


A Ribatejana

 

Photographie : Parc d'Avaucourt

 

Nasci em França no ano de 1971, num frio dia de Janeiro, lembro-me dos primeiros anos que passei nesse país, recordo-me sobretudo da escola primária, onde a xenofobia estava patente, embora mascarada, nunca teria ido muito longe nos estudos, se os meus pais não tivessem resolvido voltar para Portugal, pois eu estava destinada, tal como muitos filhos da emigração, a seguir um ensino profissional e posteriormente a encarar um trabalho, que nao me agradaria, talvez viesse a ser cabeleireira, ou ainda caixeira, pois era esse o destino de grande parte dos filhos de emigrantes, portugueses ou não, durante a década de oitenta. Lembro-me de ter frequentado uma segunda classe portuguesa, porque naquele ano o meu pai fizera uma tentativa para voltar ao país, recordo-me perfeitamente de ter  passado de ano, isto apesar das minhas dificuldades na língua materna, pois eu sempre ouvira os meus pais insistirem, para que comunicasse na língua de Camões, contudo um ano depois estava de novo em França, e acreditem ou não, mas o Ministério da Educação Francesa, considerara a segunda classe portuguesa não válida, moral da história, era como se tivesse reprovado de ano.

Alguns anos depois, regressei de vez à terra dos meus pais, não foi fácil, não conhecia ninguém, apesar de  todos me conhecerem, algo estranho mas normal em terras pequenas. Lembro-me que nesse primeiro ano, fiquei numa  turma de miúdos infernais, mas não fora só eu, pois verificara que outros filhos da emigrantes estavam na mesma situação. No ano seguinte tudo mudou, os professores eram melhores, os colegas diferentes, começava a integrar-me, depois vieram os anos felizes,os amigos verdadeiros, colegas que relembro com saudades, alguns com quem ainda partilho conversas, sobretudo nas redes sociais, enquanto outros moram para sempre nas minhas lembranças. Hoje sou uma mulher com quarenta e muitos anos, que se sente uma filha da terra, embora por vezes a terra não me queira reconhecer como tal. Hoje sou portuguesa de sangue e de alma, embora uma pequena parte de mim ainda more lá longe, naquela infância, onde o cheiro a relva acabada de cortar , ainda me assalte as lembranças.

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