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Retratos de Mim

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A Blogger

29
Mai17

Sem Sentido


A Ribatejana

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Temos momentos na vida em que esta nos surge sem sentido de ser, os dias passam incessantes num tom igual de cinza, a rotina desgastante engrandece a monotonia, nao percebemos muito bem o que fazer da nossa existência. Questionamos o porquê de estarmos aqui , à nossa volta tudo permanece inalterável, sempre os mesmos rostos, os mesmos objetos, os mesmos lugares. Rodopiamos nas mesmas voltas de sempre, chega a segunda, segue-se a terça, vem  o fim de semana, mas nao existem mudanças, nada sobressai nos dias que correm, nada nos trás verdadeiras alegrias. A verdade é que buscamos o incomum porque este nos pode trazer novidades, que embora nem sempre sejam as esperadas, trazem com elas uma diferença que nos aparecem mais vivas, mais coloridas, preenchendo a realidade de novos tons. Mas por outro lado olhamos para trás, revivemos um passado vestido de negro , comparamos com o hoje e percebemos que no de fim contas temos algo a agradecer, a realidade nao é perfeita, aliás, nós seres humanos teimamos em procurar a felicidade absoluta, tudo o que permanece igual fica sem sentido, mas se olharmos bem acabaremos por perceber, que perante mudanças cruéis  a rotina diária pode ser um ideal de vida 

25
Mai17

O Dia da Espiga


A Ribatejana

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Sou de um tempo em que se celebrava o dia da espiga de uma formal especial. Recordo-me de uma época, em que todos os anos na quinta-feira da ascensão, minha irmã, minha prima, algumas amigas e eu , nos levantamos cedinho, enchíamos as nossos mochilas com frituras, pizzas frias e frutas, e, pegando nas nossas bykes voávamos rumo a aldeia de Santo Estêvão, que tinha e ainda tem por costume, fazer procissões e festas, só que naquela época dourada não existiam vedações nos campos floridos, o que nos permitia saborear plenamente um dia que se avizinhava lindo e com o qual  a natureza primaveril conspirava. Lembro-me de passar por caminhos planos e calmos, nos quais apenas ouvíamos o ruído das rodas das bicicletas junto ao alcatrão, enquanto isto, viajávamos ao sabor de uma brisa matinal, que nos cercava com cheiros de malmequeres e papoulas silvestres, de quando a quando durante a nossa aventura, cruzávamos alguns bovinos matutinos, que nos contemplavam desconfiados enquanto faziam o seu banquete de relva fresca e sadia, nessa altura as nossas pernas musculadas pela juventude, ganhavam forças para pedalar dali para fora rapidamente, não fosse uma daquelas feras negras decidir investir na nossa direção. Ao fim de mais ou menos uma horita, chegávamos finalmente a São Brás, em toda a parte reinava o silencio, era cedo ainda, algumas tendas isoladas em grupos, demonstravam que outros jovens tinham por ali pernoitado, iniciando a sua própria festa de brasas noturnas, churrascos  e algum álcool, prontamente ainda me lembro, que numa dessas nossas aventuras a São Brás, a minha prima pegou no rádio cassete que trazia  e ligou-o bem alto ao som de uma música dos Da Vindci, os conquistadores, canção  que não tinha naquele ano ganho a eurovisao, mas  havia conquistado totalmente os nossos corações, víamos então imergir de muitas tendas, rostos muito mal dispostos por estarem a ser incomodados aquela hora de manha. Mas a parte mais alegre daquele dia, era sem dúvida a busca  ansiosa que fazíamos para encontrar o melhor sobreiro , aquele que nos traria a  mais perfeita sombra, e,  que nos facultaria todas  as certezas de um dia de pique-nique e de festa bem passado. Perto do meio dia já havíamos nós feito a passeata a pé até à aldeia, e explorado os campos repletos de vidas novas que a cercavam, de vez em quando um jovem melro, ou pintassilgo decidia brindarmos com uma melodia que cheirava a vida e a alegria, e como era bom ouvi-los cantarolar enquanto nos debruçávamos sobre as flores, que iam complementando o nosso bouquet do dia da espiga, após completarmos o nosso ramo regressávamos então plenamente felizes ao nosso sobreiro, abríamos a nossa toalha de pique-nique, dispúnhamos alegremente os nosso manjares sobre ela, e comíamos de forma descontraída  as nossas delicias frias, recordo-me ainda que após este nosso almoço improvisado, degustávamos jovialmente algumas cerejas frescas e suculentas, que escorriam docemente nas nossas gargantas.

Da parte da tarde dava-se então a procissão, escutavam-se chamamentos de foguetes e músicas de bandas filarmónicas, saiam a Santa para fora da pequena igreja, e juntamente com os festeiros assistia-se a passagem da jovem juíza da festa e das suas pequenas aias. Após a procissão iniciava-se então um baile, que era feito na época por grupos amadores, os quais encantavam as gentes de Benavente, que ali tinham acorrido como nós, para passar o dia da Quinta-Feira da Ascensão, e  era tão bom  vê-los dançar, rodopiar e viver plenamente aquele dia, como se ele não voltasse mais, e de facto não voltou, pois poucos anos mais tarde, foram construidas vedações nos campos que cercavam a Aldeia de Santa Estêvão, a população de Benavente deixou então de acorrer como outrora àquela festa popular, e o dia da espiga perdeu muito do seu encanto, hoje resta-me recordar...

 

 

 

 

 

21
Mai17

A Mulher Comum


A Ribatejana

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Lembro-me de uma jovem que ansiava ser amada, recordo-me das suas inseguranças amorosas, de acreditar que não era bonita o suficiente, que era magra demais, que tinha um nariz era muito longo, que os seios não cresciam. Recordo-me de a ver deslizar o olhar, para as moças que eram vistas como as top girls da escola, com as suas roupas arrojadas, os seus corpos voluptuosos e os seus ares vanguardistas, lembro-me que os rapazes esvoaçavam ao redor delas, tais borboletas atraídas pelas flores, As top girls tinham na época nomes distintos, consoante os grupos a que pertenciam, eram as vanguardas, sempre de negro vestido e roupas espampanantes, eram as queques, com  roupinhas da moda e penteados perfeitinhos, e depois vinham todas as outras, as normais, as comuns, as que passavam despercebidas entre os corredores ruidosos da escola. Os anos passaram, as jovens mudaram, cresceram e viraram mulheres,  hoje as vanguardas já nao intrigam ninguém, vivem como todas numa labuta diária, com filhos crescidos e maridos barrigudos, as queques continuam queques, mais sem a beleza de outrora, pois a pele perdeu o seu brilho, e com ela foi-se a segurança de uma beleza que se julgava eterna, quanto às comuns, ai as comuns! Essas sim sofreram transformações felizes , pois são hoje mulheres seguras, mulheres guerreiras, a quem pouco importa estar na moda, ou ter penteados bonitos, desde que se sintam bem com elas próprias, desde que os filhos reflitam alegria e os maridos as amem  pelo que sao.Viva a mulher comum! 

15
Mai17

A Maldade


A Ribatejana

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A maldade pode assumir vários contornos, ter múltiplos rostos, mas não deixa por isso de magoar. Existe a maldade subtil, aquela que é feita levemente e de forma jocosa, mas que não obstante a sua leveza, atinge friamente o seu alvo. Há ainda a maldade direcionada e direta, é aquela que nem se esconde sob a faceta da hipocrisia, mas pelo menos essa já conhecemos, não que não doa, dói sempre, mas fingimos que estamos habituadas a ela. Depois há a maldade que nos surpreende, pois atinge-nos sem esperarmos, sobretudo quando é proferida por quem habitualmente nos defende, por isso o melhor  a fazer é vestirmo-nos com defesas, mesmo se infelizmente, estas nos vao transformando em seres humanos mais duros, mais fechados à aproximação de simpatias  alheias. 

14
Mai17

Amar pelos dois, tradução para francês


A Ribatejana

Chanson "Aimer pour nous deux"

Si un jour quelqu’un voudra savoir de moi
Dis lui que j’ai vécu pour t’aimer
Car avant toi je ne faisais qu’exister
Lassé et sans rien à donner

Mon amour écoute mes prières
Je te supplie reviens, aime-moi à nouveau
Je sais que l’amour existe a deux
Mais qui sait tout doucement,
Tu puisses apprendre à nouveau

Mon amour écoute mes prières
Je te supplie reviens, aime moi à nouveau
Je sais que l’amour existe à deux
Mais qui sait tout doucement,
Tu puisses apprendre à nouveau

Et si ton cœur ne veut pas céder
S’il ne sent pas la passion, s’il ne veut pas souffrir
Sans aucuns plan sur le lendemain
Mon cœur aimera pour nous deux

Traductrice:Sónia Sonia Russo
14-05-2017

13
Mai17

Se eu pudesse voltar no tempo


A Ribatejana

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Muitas vezes me questiono, no que faria se amanha acordasse e tivesse de novo dezoito anos, muitas vezes sonho, que  tenho o poder de rebobinar a minha vida, e aproveitar ao máximo tudo o que deixei de fazer por medo. Por vezes fecho os olhos e penso, que ao reabri-los o meu passado será de novo  presente, que os familiares que se foram estarão de novo perto de mim, poderei então dizer-lhes que os amo, estarei mais presente em suas vidas, e tudo farei para aproveitar cada minuto junto deles. As mágoas trocadas não existirão, os sorrisos esses, serão plenos de partilhas felizes.Por vezes sonho que voltarei a enamorar-me, acreditando que é possível ser feliz ,tal princesa encantada numa vida perfeita. Irei à conquista do mundo em viagens que nunca fiz, e que provavelmente nunca farei, e quando este presente chegar até mim, olharei para trás com a alma cheia de uma vida que valeu a pena viver 

11
Mai17

E se o amanha nao vier


A Ribatejana

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 A minha vida é composta por pedacinhos de histórias, que vou reunindo dentro de mim, não respiro mais com os olhos postos num horizonte de possibilidades, mas sim´com a mente, e o corpo preso a uma realidade plena de nadas. Vivo atualmente entre lembranças coloridas, um presente repleto de medos e um amanha vazio de ser. As memórias tentam contar-me histórias alegres, são elas que dão ênfase aos meus dias e colmatam sofrimentos. Fecho os olhos e volto a ter quatorze, dezoito, vinte anos, e relembro o sorriso daquela menina de outrora, da sua sede viver,  mas o passado esbate-se cada vez mais em mim , tal uma pintura antiga desgastada pelo tempo. Anseio por respirar novos momentos, talvez ainda os tenha? Mas por vezes faltam-me forças para acreditar.....

10
Mai17

Em Nome de Deus!


A Ribatejana

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Hoje vim falar de Deus, e de tudo o que ele significa para a humanidade. Esta é sem dúvida a figura com maior importância para nós seres humanos, sobre ela recaem as nossas esperanças, os nossos medos, a ela recorremos a vida inteira, mas terá Deus apenas uma face? Poderão os homens impor-lhe um rosto e uma fé direcionada, de forma a poderem destruir os seus semelhantes. Desde sempre se lutou em nome desta figura divina, desde cedo guerras se travaram, povos foram mortos, sob a acusação de não acreditarem em Deus, em seu redor criaram-se religiões e crenças, que em vez de evitarem rebeliões, em vez de nos encaminharem para o bem, repreenderam pensamentos, atacaram figuras femininas e acorrentaram raças tidas como inferiores, a terra e o mar pintaram-se durante séculos  de sofrimentos inaceitáveis . Foi a idade média com a perseguição aos não cristãos, onde homens sedentes de conquistas e terras, matavam outras gentes, com a desculpa que eram infiéis, foram abusos de poderes religiosos, que aliados à política abafavam os demais, retirando-lhes direitos, matando e roubando, com a desculpa que essa era a forma de obriga-los a acatar a  fé crista, foram outras religiões que repudiaram Jesus, por este ser visto como o  filho de Deus para o Cristianismo. Foram  judeus mortos aos milhares, por serem responsabilizados  pelo morte de Cristo, e hoje assistimos  de novo ao nascimento de uma era, em que se cometem crimes horrendos ,usando-se e abusando-se desta divindade, só que Deus é um só, independentemente do rosto que lhe queiram dar, independentemente da cor que lhe queiram por,  e não é ele que mata, quem mata somos nós, não é ele que nos faz sofrer. Não podemos nem devemos esconder os nossos crimes, apelando o seu nome como justificação. Até quando iremos continuar a matar nome da fé divina?

08
Mai17

Vem aí a festa brava 2017


A Ribatejana

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Quem vive em terras Ribatejanas conhece e reconhece a beleza da Festa Brava,e  a tao proclamada "Festa da amizade de Benavente" que desde junho de 1968 junta conterrâneos e desconhecidos do país todo, este é um  dia em que a tourada, os bailes de rua, a sardinha, o pão e vinho, são festejados de forma simples e gratuita pelas ruas da nossa vila. Logo pela manhã do última sábado do mês de Junho, repete-se uma tradição antiga,na qual campinos, cavalos e cabrestos se juntam nas Lezíria, traçando um caminho pelas estradas da terra, para delícia das centenas de turistas que vieram de norte a sul do país assistir à festa, depois rumo ao calvário, começa a picaria que irá findar já da parte da tarde, sobre os aplausos entusiasmados das gentes que ali permanecem.Nesse dia os autocarros multiplicam-se, e deles vemos sair famílias inteiras, que com alegria cantam e dançam o dia da amizade, podemos ver também múltiplas tendas montadas nos relvados, sobretudo para aqueles que desejam permanecer até à aurora, é a televisão que passa em direto as festividades do dia, danças e cantares da nossa terra para todos os gostos,  mas o momento chave, o que entusiasma, o que provoca adrenalina e medo, é sem dúvida a entrada e passagem do touro bravo pelas ruas, que cercado por campinos e acompanhado por cabrestos, irrompe selva-gemente traçando um caminho que nem sempre corre bem, pois por vezes, foge o touro e nasce o medo de o encontrar pela frente. Chegam as vinte horas, ouvem-se foguetes , juntam-se as músicas e os gritos de euforia, acendem-se fogareiros em toda a nossa vila, inicia-se a distribuição da tão esperada sardinha assada de Benavente. Depois e já com a barriguita cheia e um "Graozinho na asa" percorrem-se caminhos de ruas e ruelas, assistindo-se a beleza das montras tradicionalmente vestidas, e dança-se ao som dos todos os conjuntos distribuídos estrategicamente pela vila. Da-se o toque das vinte e três horas, um foguete é lançado, solta-se um touro na área que circunda a escola primária, e são gentes e gentes, que sem medos decidem afrontar um bicho bravo, esta é a parte que menos prazer me dá, não gosto de ver bestas aterrorizadas que atacam por medo, mas não tenho o direito de intervir junto de quem aprecia estes jogos selvagens. BEM VINDO À FESTA DA AMIZADE!

 

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07
Mai17

A Mae Natureza


A Ribatejana

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A mãe natureza amanheceu hoje feliz, quente e soalheira, assim sendo decidiu comemorar a vida junto dos seus filhos,  lançando sobre os campos aromas primaveris , misto de laranjeiras em flor e aromas silvestres, e soprando sobre o mar raios de pura alegria, as ondas brincalhonas agradeceram-lhe, e felizes salpicaram  gentilmente as gentes que vieram saborear um dia de praia. A mãe natureza esquece hoje as dores do mundo, os sofrimentos sangrentos de animais, que a cobiça humana aniquila diariamente. A mãe natureza veste-se hoje de verdes brilhantes e azuis cintilantes, mas será ela capaz de perdoar por muito tempo, as catástrofes que a mortificam e a fazem chorar? Poderá ela esquecer, que a humidade gananciosa caminha para a destruição? Todas as mães celebram hoje a bençao de dar a vida, mas serao as suas crias capazes de retribuir esta demonstração de amor?Resultado de imagem para mar

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